Já tivemos a oportunidade de identificar a perda auditiva,
conhecer AASI, recomendar o uso de AASI e definir se mono ou binaural
a sua recomendação.
Importante conhecermos o processo de adaptação de um AASI
em usuário que tentaremos explicitar:
Primeiramente devemos ter em mente que o paciente virá
ao nosso encontro buscando uma solução para a sua dificuldade
de audição, momento no qual inicia-se todo o processo a
seguir.
1-
ANAMNESE : Nosso primeiro contato com o paciente é de fundamental
importância no sucesso de uma protetização. Como já
dissemos anteriormente o paciente virá ao nosso encontro buscando
soluções para seus problemas, cabe então ao profissional
em primeiro lugar ouvi-lo descobrindo quais são suas reais dificuldades,
o local onde vive, quais são suas atividades, suas relações
sociais, e aspirações quanto ao AASI, fundamentalmente esclarecer
ao paciente o que um AASI pode fazer por ele e principalmente desmistificar
toda e qualquer expectativa irreal, ou as quais o AASI não atenda..
É durante a anamnese que o profissional deve
procurar aliviar as ansiedades e inseguranças do paciente, esclarecendo
que é ele fundamentalmente quem determina o sucesso da protetização
e não o AASI simplesmente ou o profissional que o atende.
Quando damos responsabilidade ao paciente quanto a sua adaptação
ou não ao uso do AASI, estamos na verdade inserindo o mesmo no
processo, dando-lhe o lugar de sujeito ativo, onde ele pode participar
e entender o que se passa com sua audição.
Agindo desta forma teremos um aliado que atua de forma benéfica
no processo de reabilitação auditiva.
2
– Identificar a perda auditiva mediante exame audiométrico,
otoscopia (pois pode haver perda auditiva causada por obstrução
do conduto) e imitanciometria. Importante identificar através da
otoscopia se o paciente tem o conduto auditivo anatomicamente compatível
com a adaptação de AASI.
3 – Qualificar a perda auditiva, identificando se leve,
moderada, severa ou profunda.
4 – Verificar a presença de eventual recrutamento
e seus limiares de tolerância ( UCL).
5 - Identificar os níveis sonoros de maior conforto
auditivo (MCL).
6- Realizar testes de discriminação vocal, simulando
o som amplificado aos níveis de um AASI para orientar o paciente,
dando-lhe informações seguras do resultado que obterá
com o AASI . Devemos lembrar que utilizando um AASI o paciente terá
ligeira perda se comparado com o resultado da logoaudiometria, pois o
audiômetro emite tom puro.
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